Planejamento Tributário no Turismo: Lições do PERSE, riscos e segurança jurídica

Rosangela Brigagão
BRAM Advogados

O Que foi o PERSE?

Instituído pela Lei nº 14.148/2021, o PERSE foi uma resposta essencial para garantir a sobrevivência de empresas de turismo e eventos impactadas pela pandemia. 

O programa previa benefícios robustos, como a alíquota zero de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL por cinco anos, além de facilitação de crédito.

Impactos Econômicos Positivos

Embora o debate aponte falhas estruturais, o programa gerou resultados expressivos para o setor:

  1. Crescimento do Setor: Após a instituição do PERSE, o índice de crescimento do setor saltou de uma média de 6% para 30% ao ano.
  2. Efeito no PIB: Em 2023, o turismo apresentou uma expansão de 25,6%, exercendo um forte efeito multiplicador na economia nacional.
  3. Geração de Empregos: Em 2024, as atividades ligadas ao programa criaram postos de trabalho em um ritmo duas vezes superior à média da economia brasileira.

Desafios de Governança e Insegurança Jurídica

Estudos destacam que a trajetória do PERSE foi marcada por uma instabilidade normativa que gerou insegurança para os contribuintes.

A ausência de uma análise ex ante (uma avaliação técnica prévia e detalhada sobre custos e público-alvo) é apontada como a causa raiz de diversos problemas:

Restrições Sucessivas: A falta de parâmetros iniciais claros permitiu que o governo impusesse restrições graduais via atos infralegais, como a exigência do Cadastur e a limitação de CNAEs.

Exclusões Questionáveis: Empresas do Simples Nacional acabaram excluídas, e barreiras administrativas dificultaram o acesso de muitos empreendedores ao benefício.

O Teto de R$ 15 Bilhões: A imposição de um limite financeiro pela Lei nº 14.859/2024 e o encerramento precoce do programa em abril de 2025 foram vistos por tributaristas como violações à segurança jurídica.


Lições para o Futuro

A experiência do PERSE demonstrou que, embora incentivos fiscais sejam motores poderosos de crescimento, elevando a expansão do setor de eventos e toda cadeia produtiva envolvida, a falta de estabilidade normativa e o encerramento antecipado do programa geram desafios reais para o planejamento de longo prazo das empresas. 

A análise sugere que, para que benefícios fiscais sejam sustentáveis e protegidos de mudanças bruscas, é necessário fortalecer a governança democrática.

Isso inclui a adoção de fóruns de participação mais amplos e estudos técnicos rigorosos antes da implementação de leis, evitando que políticas estratégicas fiquem vulneráveis a disputas políticas ou interpretações restritivas da Receita Federal.

Empresas do setor de turismo e hospitalidade que desejam decisões fiscais mais seguras devem estruturar planejamento tributário técnico e alinhado à realidade regulatória atual.


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Nota sobre a fonte: Este resumo foi elaborado com base em estudos acadêmicos que estudam desenho do programa. Para o setor de hotelaria e eventos, o foco principal deve ser como a melhoria do planejamento pode garantir que benefícios fiscais sejam mais estáveis, transparentes e seguros juridicamente para todas as empresas do segmento.

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Planejamento Tributário no Turismo: Lições do PERSE, riscos e segurança jurídica

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